Acesso e Permanência Estudantil

A redução das desigualdades socioeconômicas faz parte do processo de democratização da universidade a partir de políticas concretas da mesma que possibilite a todos iguais condições para permanecerem na universidade e concluirem seus estudos em pé de igualdade.

No entanto, a USP tem seguido na contramão desse entendimento, passando a classificar os alunos em perfis, limitando o número de bolsas concedidas de modo que estes tenham que optar, muitas vezes, entre morar ou comer.

Além disso, a exigência de horas de dedicação em funções que, muitas vezes, deveriam ser ocupadas por funcionários, faz com que estes tenham menos tempo para se dedicar aos estudos tendo ainda que apresentar maior rendimento acadêmico para “provar” que merecem tal apoio. É preciso assegurar a todos tempo livre para estudo, amplo acesso a livros e a outros bens culturais. Não podemos construir uma universidade verdadeiramente democrática e justa com práticas internas de exclusão.

A universidade deve democratizar o acesso por meio da ampliação de vagas com toda a estrutura necessária para que essa expansão se dê com qualidade (salas de aula, bibliotecas, laboratórios, refeitórios, contratação de professores e funcionários, ...). Esses aspectos geram a gratuidade em ação e móvel, que acompanha o estudante em todas as suas necessidades, diferente do pensamento de que universidade gratuita é aquela em que não se paga somente mensalidade.

Tendo como princípio a educação como direito de todos e dever do Estado, a chapa 'fio de missangas' entende como fundamental garantir que todos consigam acessar esse direito e vê como prioridade para a próxima gestão do CAASO as lutas por permanência estudantil através das seguintes propostas:

  • Criação de bolsas com caráter exclusivamente socioeconômico de seleção e que não exijam contrapartidas, acadêmicas ou em forma de trabalho;
  • A autogestão do alojamento tem sido constantemente atacada pela administração da universidade das mais diversas formas. Manifestamos total apoio à mesma, principalmente promovendo discussões acerca do tema da permanência possibilitando, dessa forma, que mais estudantes do campus possam aderir à essa luta;
  • Lutar para que haja local para construção de alojamento na área 2 do campus de São Carlos e que este seja de acordo com a reivindicação dos moradores, bem como o projeto do mesmo;
  • Lutar pela ampliação de vagas e cursos noturnos, aproveitando assim uma estrutura já existente;
  • Que a expansão de vagas se dê com planejamento garantindo os investimentos necessários à qualidade do ensino.

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